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quarta-feira, 5 de julho de 2023

#Desdolarização em Ação: Índia e China Estabelecem Novo Paradigma Econômico com Transação de Petróleo em Yuan

 

      O avanço da desdolarização entre os países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vem sendo evidenciado pela recente transação realizada pelo primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. De acordo com a agência Reuters, as refinarias indianas estão agora efetuando pagamentos em yuan, a moeda da China, para importar petróleo russo. Essa notícia reverberou tanto na imprensa indiana, como no Hindustan Times e no canal ABP, quanto na imprensa russa, em veículos como o Kommersant e o RT.

A notícia também ganhou destaque nos meios de comunicação chineses, como o Guancha, que acrescentou uma análise interessante, afirmando que "é raro que uma boa notícia venha repentinamente da Índia". Segundo a coluna, "as boas notícias têm vindo mais da Argentina". Isso indica que a Índia está buscando estreitar laços econômicos com a China, ao adotar o yuan como moeda de pagamento, e também sugere uma possível motivação para diversificar suas parcerias internacionais, já que a Argentina tem sido um exemplo de sucesso na desdolarização.

Além disso, a escolha da Índia de pagar ao Fundo Monetário Internacional (FMI) em yuan também foi saudada pelo Global Times e outros veículos de comunicação chineses, que enxergam essa ação como um "uso ampliado" da moeda chinesa pelo país. Essa medida acelera a internacionalização do yuan, fortalecendo seu papel no sistema financeiro global. Paralelamente, o South China Morning Post ressalta um "outro pequeno passo" dado pela Argentina ao permitir a abertura de contas em yuan em bancos argentinos. Essa notícia foi amplamente divulgada em veículos de comunicação de Buenos Aires, como Clarín, La Nación e Ámbito Financiero, além do Renmin Ribao digital em espanhol e Diario del Pueblo.

Esses acontecimentos refletem uma tendência crescente de desdolarização entre os países do BRICS e também em outros lugares do mundo. A busca por diversificar as moedas de pagamento e reduzir a dependência do dólar americano tem se tornado uma prioridade para muitas nações, devido à volatilidade e ao poder hegemônico dos Estados Unidos no sistema financeiro global. A Índia e a Argentina estão dando passos significativos nesse sentido, ao adotarem o yuan como uma alternativa ao dólar em suas transações comerciais e financeiras.

No entanto, é importante destacar que essa mudança não ocorre sem desafios e implicações. A desdolarização exige uma coordenação cuidadosa entre os países envolvidos, além de ajustes em suas infraestruturas financeiras e regulamentações. Além disso, a aceitação generalizada do yuan como uma moeda de reserva global ainda está em estágios iniciais e enfrenta obstáculos significativos. Portanto, embora esses movimentos sejam um sinal encorajador para a diversificação das moedas internacionais, é necessário acompanhar de perto o desenvolvimento e a implementação dessas estratégias pelos países envolvidos.

Em suma, a transação da Índia ao pagar pelo petróleo russo com yuan, a moeda chinesa, reflete o avanço da desdolarização entre os países do BRICS. A Índia está buscando fortalecer seus laços econômicos com a China, enquanto também diversifica suas parcerias internacionais. Ao adotar o yuan como moeda de pagamento, a Índia segue os passos da Argentina, que tem sido elogiada pela expansão do uso do yuan em seu sistema financeiro. Esses movimentos sinalizam uma tendência global de desdolarização e a busca por alternativas ao dólar americano no comércio e nas transações financeiras internacionais. No entanto, os desafios e implicações dessa mudança exigem uma análise cuidadosa e acompanhamento contínuo para avaliar o impacto dessas estratégias no sistema financeiro global.

Fonte: Brasil 247


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sexta-feira, 5 de agosto de 2022

China anuncia sanções contra Nancy Pelosi e seus familiares em represália por sua visita a Taiwan

Nesta sexta-feira, dia 5 de agosto, o MRE chinês Wang Yi anunciou a aplicação de  sanções econômicas à presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, e seus familiares imediatos após sua visita a Taiwan.

Gage Skidmore/www.flickr.com/photos/gageskidmore/47999034866

O Governo chinês havia expressado ao governo norte-americano que essa visita era vista como uma provocação, que ameaçava a sua integridade territorial e afrontava a sua segurança nacional. Xi Jinping alertou ao presidente Biden que não toleraria a provocação que representava tal visita, chegando mesmo a dizer que o governo norte-americano brincava com fogo, e que poderia sair queimado dessa aventura. Essas sanções mostram que o governo chinês não estava blefando. 

Essa reação chinesa é parte de uma série de medidas implementadas pelo governo em retaliação à violação do governo norte-americano de acordos bilaterais, assinados entre os dois países, que reconhecem a soberania chinesa sobre Taiwan e o princípio de uma única China. Entre as ações, estão iniciativas diplomáticas, como a chamada do Embaixador americano para prestar explicações ao governo chinês, e os massivos exercícios militares, com munições reais, em volta da ilha de Taiwan.

A prontidão e amplitude da resposta do governo chinês à provocação de Pelosi mostra que a China está disposta a escalar suas investidas econômicas e militares contra Taiwan e mesmo os EUA. E, com isso, dar uma resposta contundente às tentativas dos EUA de desestabilização da ordem internacional - podendo, inclusive acelerar o processo de reintegração de Taiwan ao controle direto do governo Chinês.

Não há dúvidas de que vivemos um momento de grande tensão na política internacional, impulsionado pelos frequentes e crescentes choques diretos entre grandes potências. Esse cenário confirma a acelerada desestabilização da ordem internacional estabelecida após o fim da Guerra Fria, que havia sido ancorada na hegemonia dos EUA e expansão global do modelo liberal/capitalista. Parece que no cerne desse problema está a incapacidade dos EUA conseguir aceitar a ascensão de novas potências e modelos econômicos e viver num mundo realmente multipolar. Ou seja, preferem o caos global a terem que compartilhar tal hegemonia. 

sábado, 26 de fevereiro de 2022

A retórica de Zelensky e a realidade da balança de poder

Em tese, a Ucrânia seria soberana para escolher livremente seus aliados; inclusive, fazer parte da OTAN. Contudo, tb teria que ser capaz de encarar as consequências dessa escolha. 


Por outro lado, Biden continua a declarar que os E.U.A não farão qualquer intervenção militar na Ucrânia; apenas sanções econômicas limitadas. Ou seja, um claro sinal de fraqueza e do declínio da hegemonia global dos E.U.A. 

A realpolitik volta a ditar as regras da política internacional. Na política real, o que vale de fato é o equilíbrio de poder entre as grandes potências e não uma moralismo enviesado e uma retórica unilateral.

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